quarta-feira, 26 de junho de 2019

DIRETO DA ESTRADA - Um novo ápice (NOVA ZELÂNDIA)


Caros viajantes!

Logo no dia seguinte à minha viagem pra Arthur's Pass (tema do artigo anterior), eu saí novamente de Christchurch, mas dessa vez com todas as minhas coisas! Isso porque eu estava me mudando pra 4ª e última cidade em que moraria na Nova Zelândia: Queenstown. Porém, em vez de ir diretamente pra lá, encaixei 3 dias de viagem pela região do Mount Cook, que é a montanha mais alta do país (3.724m)... E isso acabou rendendo o que foi, talvez, o ápice de toda a minha longa jornada na NZ! 😃

O majestoso Mt. Cook, apelidado de "Matterhorn of the South" (devido à semelhança com a famosa montanha suíça), domina a paisagem num raio de muitas dezenas de km! 😃
Na verdade, considero que na Ilha Sul, não teve pra ninguém mesmo: o Mt. Cook foi realmente o clímax! Mas na Ilha Norte, também teve a Tongariro Alpine Crossing, que foi tão sensacional quanto e acabou ficando com o "pódio" de lá. Então, como passei praticamente o mesmo tempo em cada ilha (4 meses na Norte e 4 na Sul), e já explorei tudo o que eu queria no país, acabei elegendo esses 2 lugares como os mais fantásticos da Nova Zelândia! A diferença é que não houve um "Direto da Estrada" sobre Tongariro, mas há este sobre o Mt. Cook... E eu explico porque:

Desde o começo eu tenho conhecido vários lugares na NZ que não foram nem serão tema de posts "Direto da Estrada", tanto porque eu pretendo encaixá-los em artigos futuros de outras seções (Fora da Rota, Mini Guias, Experiências - como é o caso de Tongariro, etc.), quanto porque como mencionei algumas vezes, eu não tenho tido muito tempo pra escrever "ao vivo" sobre tudo o que tenho vivido. Além disso, não quero que o blog fique muito repetitivo, com "trocentos" posts do mesmo tipo, então, daqui até o final da minha experiência neozelandesa - que acabou de terminar - só haverá mais um Direto da Estrada; depois, "voltaremos com a programação normal"! 😀

O lago de Tasman Glacier e seus icebergs: mais uma das maravilhas da região do Mt. Cook! 😍
Outra observação é em relação ao título deste artigo; não foi só porque o Mt. Cook foi um "segundo ápice" na NZ, mas também porque em 2017 eu publiquei um post com um nome parecido, relatando como tinha sido o clímax de outra longa jornada internacional (a "Euromadness"): DIRETO DA ESTRADA - Chegando ao ápice (SUÍÇA e LIECHTENSTEIN). E, coincidentemente, "aquele ápice" também durou 3 dias e aconteceu em regiões montanhosas, com paisagens espetaculares! 😃

Prossigamos então com mais imagens...

A 1ª parada da road trip entre Christchurch e Queenstown foi no lindíssimo Lake Tekapo, que me trouxe reminiscências muito distantes: na infância, fiz uma viagem com a minha família pela região do Lago Nahuel Huapi, na Patagônia Argentina, e esse lugar me lembrou bastante aquele cenário incrível que estava guardado láaaa no fundo da memória...
Não muito longe do Tekapo, fica o também deslumbrante Lake Pukaki!
A partir desse ponto, a estrada até o Mt. Cook vai margeando o azul surreal do lago Pukaki por cerca de 40km...
... E a vista progressiva que você vai tendo da cadeia de montanhas do Mount Cook National Park é de cair o queixo...
... Impossível não ficar parando a cada 5 minutos pra tirar fotos!! 😂
Por causa das várias paradas na estrada, acabei chegando bem mais tarde do que o planejado, então o jeito foi tirar essa foto só pra registrar o momento e correr pra conseguir fazer as 2 trilhas que eu tinha separado pra essa dia (mas que pelo menos eram curtas): a Blue Lakes Walk e a Tasman Glacier Lake Walk...
... A primeira não teve nada de tão especial, mas a segunda REALMENTE valeu a pena! Olha esse visual!! 😍
À noite, tive uma experiência muito legal e diferente. Eu nunca tinha visto céus noturnos tão limpos e estrelados até viajar pelos lugares mais isolados da Nova Zelândia, e em Gisborne, uma cidadezinha da Ilha Norte em que eu visitei um brother brasileiro, eu já tinha me maravilhado com a visão, a olho nu, da Via Láctea e das incontáveis estrelas; foi aí que descobri que na região do Mt. Cook fica umas das International Dark Sky Reserves do mundo (que são considerados os melhores lugares do planeta pra observar o espaço), e que há um passeio noturno no qual você pode incrementar a experiência usando potentes telescópios, além de ter uma aula ao ar livre sobre as constelações. Obviamente, eu fui! 😁

Porém, pra conseguir fotografar o céu noturno, é preciso ter uma câmera excelente e equipamento especial (no mínimo um tripé). Não era o meu caso. Além disso, é impossível registrar as imagens que o telescópio capta, então, infelizmente, a incrível visão das luas de Júpiter - entre muitos outros corpos celestes - vai ficar só na minha memória...

Começando um novo dia com um café e outra vista sensacional no Hotel Hermitage! ☕
Na manhã seguinte, iniciei o dia gastando algumas horas no The Sir Edmund Hillary Centre, que fica no principal hotel da região (de lá que também saiu o passeio da noite anterior): o Hermitage - faça sua reserva aqui! Lá há um cinema 3D com alguns documentários interessantes, além de funcionar, no mesmo lugar, um planetário! Eu não ia em um desde que era criança e por isso mal lembrava como era a experiência, então achei legal pra caramba 😂

Depois, peguei o carro e voltei pra área da Tasman Glacier pra poder curtir o visual com a luz do sol, já que no dia anterior eu cheguei tarde e ele já estava escondido atrás das montanhas. Essa vista, com o Mt. Cook lá no fundo, é a que você tem quando está subindo a trilha e olha pra esquerda...
... E essa é a visão que você tem quando olha pra trás!! Os Blue Lakes são essas lagoas que de "blue" não têm nada, mas que mesmo assim contribuem pra "enfeitar" ainda mais a paisagem!
 E aí está: o Tasman Glacier Lake e seus icebergs com o sol a pino! Tive muita sorte com o tempo, que esteve perfeito durante toda a viagem, e eu até pensei que se ela acabasse ali, já estaria bom demais! Mas mal sabia eu que o espetáculo principal ainda estava por vir... 
Na volta pra Mt. Cook Village (o único povoado da região), tirei essa foto, almocei e então segui com o carro pra área do Mt. Cook propriamente dito, onde eu tinha selecionado outras 2 trilhas pra fazer...
... A primeira, Kea Point, era mais curta e plana, e terminava nesse terraço com mais uma vista panorâmica inacreditável: no 1º plano, o Lake Mueller, e lá atrás, o Mt. Cook!! 😃
Já a 2ª trilha que eu fiz era bem mais longa, estupidamente mais difícil e com uma beleza que realmente me faltam palavras pra descrever: Sealy Tarns! 😃
Com 2.200 degraus, ela é chamada de "Stairway to Heaven" (como a famosa música do Led Zeppelin), e não é nenhum exagero dizer que, de fato, trata-se duma "escadaria para o Paraíso"...
... Como dá pra perceber, a cenário de fundo da Sealy Tarns é basicamente o mesmo da Kea Point (que fica ao pé da montanha), mas conforme você vai subindo, naturalmente a amplitude da paisagem vai aumentando...
... Até que, já perto do topo, ela subitamente atinge 270º e o vale da Mt. Cook Village também fica visível!! 😲
E depois de 2h numa subida MUITO íngreme e cansativa (mas também extremamente gratificante durante todo o percurso!), eis que chegamos ao TOPO...
... Onde você fica cara-a-cara com 100% da magnificência das montanhas, geleiras, lagos e florestas do Mt. Cook National Park...
... Simplesmente o ÁPICE, em todos os sentidos!! 😃
E ainda não tinha acabado! Mesmo exausto e suadíssimo (apesar do frio, a Sealy Tarns exigiu muito), peguei o carro e segui viagem para o sul, chegando na pacata cidadezinha de Twizel antes do anoitecer. Dormi lá e no dia seguinte continuei rumo a Queenstown...
... Pra variar, passando por mais paisagens surreais!! 😃
A estrada que corta Lindis Pass, no caminho entre a região do Mt. Cook e Queenstown, é mais uma das inúmeras na NZ em que o espetáculo é tão incrível quanto o destino final...
... E no fim desse 3º dia, extasiado com a "overdose" de beleza que eu tinha acabado de ver e vivenciar, finalmente cheguei em Queenstown, a minha derradeira cidade-moradia na Nova Zelândia - que também sempre foi a que eu mais tive vontade conhecer... Mas isso é assunto pra outro dia! 😀



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Até a próxima viagem! =)

6 comentários:

  1. Adorei o texto, explicações e fotos!! Parabéns!! Faltou apenas a foto das estrelas, adoro e estava na expectativa!!rs Mas com certeza não daria pra passar a beleza do céu no momento! Fiquei então na vontade de ir conhecer! ; )

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    1. Pois é, fotografar o céu noturno não é fácil mesmo... Pena! Muito obrigado pelo comentário!! =)

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  2. Ahhh venho aqui no seu blog e toda vez fico querendo visitar a NZ. Quem sabe in 2020!

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    1. Que bom que os textos e fotos estão transmitindo isso! Valeu Ricardo!!

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  3. As fotos ficaram lindas....Sabe aqueles locais onode renovamos nossa alma?!?!?!... você acabou de mostrar... hahahhahaha..

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